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A Crise

março 2, 2009

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A crise. Ou melhor, a Crise. Nos noticiários, nas conversas de bar, nas discussões entre casais, nas empresas que demitem 60 ou 5000 funcionários, ela está lá. Mesmo sem ser convidada, ela insiste em aparecer, seja naquele almoço de família no domingo ou no intervalo do show daquela banda de rock, que toca todas as sextas perto da sua casa. E pior do que “existir”, é o fato dela não ser explicada. Ninguém sabe dizer sua razão de ser, bem como dizia aquele poeta embriagado que vi em São Thomé das Letras.  Agora ela está aqui, neste querido espaço cibernético intitulado Gramofone Digital.

Pois é, talvez alguns de vocês tenham notado que há quase 10 dias que não postamos nada. Tá certo, tivemos o carnaval, o pessoal viaja, dá um tempo pra cabeça já cansada de monitores e coolers que lembram as antigas geladeiras da vovó. A questão é que devemos sim, pedir desculpas ao nosso “fã-clube” (o menor do planeta, composto por meia dúzia de amigos e outros desconhecidos e raros apreciadores de boa música).  Começamos este ano com a proposta de publicarmos um post a cada 2, no máximo 3 dias, além de 1 podcast novo toda a segunda-feira. Nada impossível de se concretizar, haja visto que somos três pessoas distintas, cada um com sua função no site.  Às vezes temos contratempos, trabalhos indesejados, festas de amigos que não podemos deixar de ir e assim, sem percebermos, nosso precioso tempo livre se vai, como aquela folha que acompanha o Forrest Gump.  Pra piorar, nosso amigo Rodrigo foi atingido indiretamente pela Crise. A malvada fez com que a empresa (que é a mesma que trabalho por sinal) demitisse boa parte de seus funcionários. Felizmente, era isso que ele queria – portanto, pra ele a Crise até que foi uma boa coisa.  Mas como qualquer saída de emprego, há stress, ansiedade, depressão, síndrome de pânico, dores musculares, pedras nos rins, e mais uma centena de doenças ocasionadas (in)diretamente por este fato.  E isso, faz o caboclo ficar cansado, desmotivado e sem saco pra escrever no Gramofone.

Trabalho demais também pode colaborar para esta situação. O cara é praticamente estuprado (metaforicamente falando, é claro), seu chefe arranca seu corpo e só o devolve no final de semana, quando isso de fato acontece.  No curtíssimo tempo livre, o rapaz quer ficar deitado numa banheira de água morna, cuidando dos hematomas e pensando em qualquer coisa que não faça muito esforço.  Enfim, eu, Rodrigo e Júlio, pedimos desculpas pela ausência momentânea, e prometemos em breve, retornarmos as atividades regulares. A nossa crise, pelo menos a gente explica.

Por Igor Moura

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Rock ‘n Roll Circus

fevereiro 22, 2009

Para exorcizar o domingão de carnaval, nada melhor do que recordar essa pérola de 1968. Mick Jagger e os Stones interpretando ao vivo a música Sympathy For The Devil, em um evento organizado por eles mesmos, onde ocorreram  2 concertos em um palco montado dentro de um picadeiro de circo.

Esse evento contou com a participação ilustre de algumas feras, como Eric Clapton, The Who, Jethro Tull, John Lennon e Yoko Ono (que tocaram com Clapton, Mitch Mitchel e Keith Richards), Taj Mahal e Marianne Faithfull.

A idéia dos Stones era transmitir esse material na TV, pela BBC, mas por motivos não muito bem explicados tudo isso ficou engavetado até 1996, quando foi então lançado em DVD, totalmente remasterizado, com som Dolby Sourround e o caralho a quatro, e recheado de extras. Enfim, corra novamente para a sua locadora e divirta-se ! 😉

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Carnival Rock !

fevereiro 21, 2009

Uma dica do Gramofone Digital para passar o seu carnaval de forma diferente!…

Voltemos ao ano de 1957 com esse filme, que conta a história de um club noturno que muda de dono em um jogo de cartas e é recheado de rock ‘n roll e rockabilly, com as  performances ilustres de Bob Luman, David Houston, James Burton (que foi guitarrista de Ricky Nelson e posteriormente de Elvis), The Platters e The Blockbusters.

Sonzeira boa e uns barracos básicos de época pra voce se divertir ! Passe já na sua locadora ! hehehe 😀

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Prêmio Dardos

fevereiro 20, 2009

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O Gramofone Digital foi indicado pelo Vício Auditivo para o Prêmio Dardos.

O que é o Prêmio Dardos?

Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. Que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web”.

As regras para o selo Prêmio Dardos são:
1 – Colocar a imagem do selo no seu blog.
2 – Linkar a pessoa que te indicou
3 – Indicar mais 15 pessoas ao prêmio
4 – Comentar no blog dos indicados sobre esta postagem.

Os indicados:

01. 360 Grauss
02. Jazz e Rock
03. Lágrima Psicodélica
04. Música Social
05. Rock, Blues e Afins
06. Sarava Club
07. Som do Roque
08. Um Que Tenha
09. Young Hotel Foxtrot
10. Os Marlenes
11. Flyer BR
12. Eu Ovo
13. Cápsula da Cultura
14. Criatura de Sebo
15. O Exagero das Pequenas Mentiras

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Procura-se um Bar

fevereiro 18, 2009

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Não sei sobre as outras cidades, moro há 28 anos em Curitiba e apesar de já ter pensado em me mudar para São Paulo, Salvador ou algum outro lugar menos badalado, tipo Goiânia, por exemplo, permaneço neste mesmo local. Caso tivesse ido para “Sampa”, muito provavelmente eu não escreveria esse texto, afinal lá é onde tudo acontecesse e sempre há espaço pra todos. O fato é que aos 28 anos de idade, solteiro e de classe média baixa, estou com dificuldades em encontrar um bar realmente interessante nesta cidade. Eu disse realmente interessante. Não um que tenha “gente bonita, música bacana e cerveja gelada”. Esses, além de não existirem também não fazem muito minha cabeça. Bares com música boa não são tão difíceis de encontrar, a não ser que você tenha uma queda por música medieval ou alguma nova onda que seja extremamente popular em algum vilarejo europeu, é claro. O problema é que esses mesmos bares com música boa costumam: a) serem caros, b) as mulheres tem entre 18 e 21 anos, ou c) sempre estão vazios.


Amigos de mesma idade e devidamente casados falam que mulheres nessa faixa etária não costumam sair muito, ou quando saem, vão a lugares “menos alternativos” e “mais tradicionais”. E as outras, bom, as outras estão com seus maridos, trabalhando, fazendo mestrado ou se preocupando com o filho recém nascido. Pergunto: é tão difícil assim achar uma garota (sim, ainda chamo as mulheres de 28 anos de garotas), solteira em um bar decente? Estamos no século 21, as pessoas não deveriam casar tão cedo ou mesmo pensar em casar. Elas deveriam ser independentes, deveriam sair, curtir, gostar de música boa e estarem antenadas com as novas bandas que aparecem por aí. Ok, essas últimas considerações não são tão verdadeiras assim. Mas falo isso porque muita gente que beira os 30 continua escutando as coisas que ouvia na adolescência ou no máximo começam a ouvir jazz e MPB. Nada contra esses gêneros, também gosto muito, mas ficar só neles diante deste universo ilimitado chamado MP3 talvez seja pouco.  Apesar de parecer difícil, não acredito que eu esteja pedindo demais. Sei que esses bares existem apesar de nunca ter visto uma prova a respeito. É uma questão de fé mesmo. Talvez eu esteja no lugar errado. Talvez eu precise me enquadrar melhor no perfil de um cara da minha idade – o que sinceramente, não gostaria. Não sei, mas acho que esses mesmos caras que chegam aos 30 pensando em responsabilidades e coisas mais “sérias” são os mesmos que chegam aos 60 achando que já fizeram quase tudo que poderiam ter feito. Só espero que quando eu estiver perto dos 60 essa procura pelo bar perfeito tenha acabado.

por Igor Moura

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David Bowie Vai ao Cabeleireiro

fevereiro 16, 2009

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Este post é relacionado ao podcast Gramofone Digital #005 David Bowie que pode ser baixado ou ouvido CLICANDO AQUI!

David Bowie talvez possua uma das maiores variedades de cortes de cabelo que um músico possa ter. Dos anos 60 pra cá, a cada ano ele nos surpreende com um penteado diferente, mesmo que ultimamente ele tenha abandonado as cores vibrantes, em troca de um visual mais “sério”.  Nos cabeleireiros modernos deve existir um livro com Bowie na capa, provavelmente na seção “cortes alternativos” e nele você encontra 200 páginas de seus cabelos, classificados em ordem de esquisitice.

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David Bowie e Bing Crosby

fevereiro 13, 2009

Este post é relacionado ao podcast Gramofone Digital #005 David Bowie que pode ser baixado ou ouvido CLICANDO AQUI!

Em setembro de 1977, Bing Crosby, um dos maiores ícones da cultura pop da primeira metade do século passado, convidou David Bowie para participar da gravação do especial de natal que ele costumava apresentar. Apesar de Crosby nunca ter ouvido falar de Bowie, seus filhos gostavam e o incentivaram a chama-lo. É interessante ver o diálogo dos dois, Bowie cita como suas referências musicais John Lennon e Harry Nilsson, e Bing acha engraçado por ele não lembrar de ninguém mais antigo. Infelizmente, Bing Crosby faleceu um mês após a gravação, o que acabou marcando a memória de Bowie.